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Google apresenta lucro recorde impulsionado por IA, mas vendas abaixo do esperado derrubam ações

Google apresenta lucro recorde impulsionado por IA, mas vendas abaixo do esperado derrubam ações

A Alphabet, empresa controladora do Google, divulgou nesta terça-feira (4) resultados financeiros robustos para o quarto trimestre de 2024, impulsionados principalmente pelos avanços em inteligência artificial (IA) e pelo fortalecimento de seus principais negócios. Apesar do desempenho positivo, a receita ficou ligeiramente abaixo das expectativas, o que levou a uma queda nas ações da companhia no pós-mercado.

Resultados financeiros e impacto da IA

O lucro operacional da Alphabet subiu 31%, elevando a margem operacional para 32%, um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro líquido avançou 28%, enquanto o lucro por ação (EPS) cresceu 31%, alcançando US$ 2,15. A receita consolidada atingiu US$ 96,46 bilhões, representando um crescimento de 12% em comparação com o quarto trimestre de 2023. Contudo, esse valor ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa US$ 96,56 bilhões.

O CEO Sundar Pichai ressaltou o papel fundamental da inteligência artificial para esses resultados, destacando inovações como o AI Overviews e o Circle to Search, que aprimoraram a experiência dos usuários no Google Search. A divisão Google Cloud, que cresceu 30%, atingiu US$ 12 bilhões em receita, com forte desempenho em soluções de IA generativa e infraestrutura de nuvem.

Desempenho dos principais segmentos

  • Google Services: Inclui anúncios no Google Search e YouTube, com receita de US$ 84,1 bilhões, aumento de 10%.
  • Google Cloud: Crescimento de 30%, totalizando US$ 12 bilhões em receita, impulsionado por produtos como Google Cloud Platform e soluções de IA.

Com esses resultados, Google Cloud e YouTube alcançaram um run rate anual combinado de US$ 110 bilhões, consolidando-se como pilares estratégicos para o futuro da Alphabet.

Reação do mercado e perspectivas para 2025

Apesar dos números expressivos, as vendas reportadas ficaram em US$ 81,6 bilhões, abaixo dos US$ 82,8 bilhões previstos pelos analistas, o que levou a uma queda de mais de 7% nas ações da Alphabet no pós-mercado, fechando a US$ 191,13.

A empresa anunciou que investirá cerca de US$ 75 bilhões em 2025, focando em inovação e expansão da infraestrutura de computação para IA. Também iniciou um programa de dividendos, distribuindo US$ 2,4 bilhões aos acionistas no último trimestre.

Desafios internos e externos

Em 2024, o Google enfrentou desafios significativos, incluindo cortes de custos para equilibrar os investimentos em inteligência artificial, crises internas de confiança entre funcionários e dificuldades regulatórias. A empresa planeja expandir sua divisão de veículos autônomos Waymo para novas cidades nos EUA e iniciar operações no Japão.

Internamente, houve insatisfação dos colaboradores devido a demissões e aumento de carga de trabalho, além de controvérsias como a demissão de mais de 50 funcionários após protestos contra um contrato com o governo israelense.

No campo regulatório, a Alphabet enfrenta investigações antitruste nos EUA e na China, com o Departamento de Justiça americano exigindo a venda do navegador Chrome para aumentar a concorrência, além de ações relacionadas à sua dominância em publicidade online.

O futuro da Alphabet

Sundar Pichai enfatizou a necessidade de acelerar o ritmo de inovação e adaptação da empresa diante dos riscos crescentes no setor de tecnologia. A Alphabet busca equilibrar a inovação em IA, controle de custos e estabilidade interna para manter sua liderança no mercado global.

Fonte consultada: Leia a matéria original

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